terça-feira, 27 de maio de 2014




Filhos das Minhas entranhas
Frutos Do Meu Prazer
Pedaços de Mim
Atirados para Alem do Meu ser.

Por Guiomar Barba

terça-feira, 6 de agosto de 2013




Eu já não choro mais
Quando vejo os homens decidindo pela guerra
Ameaçando a paz, sepultando a própria terra
Eu já não choro mais
O fogo cruzado matou minhas lágrimas
Embora restam ainda vivas
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando vejo a poluição destruindo a natureza
Maldade humana matando tanta beleza
Eu já não choro mais
Extinguiram minhas lágrimas
Embora ainda sobrevivam ameaçadas
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando a técnica faz a máquina virar homem
E o homem virar máquina, ser sem nome
Eu já não choro mais
O computador mapeou as minhas lágrimas
Embora ainda se escondam inexploradas
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando vejo o sertanejo comendo palma
Como se não tivesse vida, vontade e alma
Eu já não choro mais
O sol do descaso queimou minhas lágrimas
Embora ainda insistam úmidas
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando olho a imensa fila de desempregados
Legião de subumanos desesperançados
Eu já não choro mais
Tiraram o emprego de minhas lágrimas
Embora ainda trabalhem clandestinas
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando vejo todas as prisões superlotadas
Pessoas como animais, vidas quase aniquiladas
Eu já não choro mais
Também prenderam minhas lágrimas
Embora ainda existam livres
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando vejo os jovens presos aos entorpecentes
Instrumentos vazios, uma força inconsciente
Eu já não choro mais
Entorpeceram minhas lágrimas
Embora ainda vivam conscientes
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando pais e filhos vivem na separação
 E o diálogo perde para a televisão
Eu já não choro mais
Silenciaram minhas lágrimas
Embora ainda falem corajosas
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando um irmão morre na fila do hospital
Sem proteção de assistência social
Eu já não choro mais
Internaram para sempre as minhas lágrimas
Embora ainda resistam sadias
Gotas de esperança no meu coração

Eu já não choro mais
Quando o homem materialista esquece Deus
E o que importa é ter, é ser somente o eu
Eu já não choro mais
Mas continuo acreditando na vida
Porque restam, apesar de tudo,
Gotas de esperança no meu coração

Autor: Édson Francisco de Souza